Agência, freelancer ou assessoria: qual contratar em cada momento

Comparação

Agência, freelancer ou assessoria: qual contratar em cada momento

Depende do que está travando hoje. Freelancer resolve tarefa: custa menos e responde mais rápido, mas para quando ele para. Agência resolve volume de mídia e produção. Assessoria resolve o que vem antes da campanha: oferta, comercial, margem e caixa. Nenhuma é melhor; cada uma serve a um momento diferente.

Gabriel VazFundador da Orbe Assessoria··7 min

Você já contratou agência e já contratou freelancer, e a conclusão que sobrou foi que os dois erraram de um jeito diferente. A pergunta que você faz agora, "qual é melhor", não tem resposta: as três opções não competem pela mesma coisa. Elas servem a momentos diferentes da mesma empresa.

Freelancer é mais barato e responde mais rápido. Agência tem estrutura de mídia e produção que uma casa pequena não tem. As duas frases são verdade, e nenhuma das duas ajuda a vender assessoria. Estão aqui do mesmo jeito.

Então este texto separa por momento, e não por melhor.

Os doze critérios, e as duas linhas que a gente perde

A comparação abaixo é a mesma da página inicial deste site. A terceira coluna descreve a Orbe, não a categoria. Três dessas linhas estão publicadas aqui e você lê agora: preço, prova pública e diagnóstico antes da proposta. As outras nove são o que a gente diz que faz, e isso se cobra em contrato, não em página.

CritérioFreelancerAgênciaAssessoria (Orbe)
Custo mensal mais baixosimnãonão
Você fala direto com quem executasimem partesim
A operação continua se alguém sainãosimsim
Mais de uma especialidade no timenãosimsim
Volume de mídia de conta grandenãosimem parte
Preço publicado antes da reuniãovarianãosim
Aquisição, comercial e gestão na mesma mesanãoem partesim
Olha margem e caixa, não só a campanhanãonãosim
Diagnóstico antes da propostavariaem partesim
Prova pública, conferível sozinhovariavariasim
Escopo sobe por indicador, não por prazovarianãosim
Diz não quando não é o parceiro certovarianãosim

Olhe a primeira linha e a quinta. Custo é do freelancer. Volume de mídia é da agência. Nenhuma das duas é nossa, e continua assim na página inicial. Perder essas duas é o que faz as outras dez valerem alguma coisa.

O momento do freelancer

É quando o problema é uma tarefa, e não a operação. Você sabe o que precisa ser feito, sabe conferir se ficou bom e precisa de mão.

Ele custa menos e responde na hora porque não existe estrutura entre você e ele. Pelo mesmo motivo, a operação para quando ele adoece, viaja ou fecha um cliente maior. No momento certo, essa troca é boa.

O ponto em que ela deixa de ser boa é aritmético. Suponha, só como exemplo, que você pague R$ 1.800 a um freelancer de tráfego e R$ 1.500 a outro de conteúdo: são R$ 3.300 por mês, dois contratos e ninguém responsável pelo conjunto. Aí o freelancer deixou de ser a opção barata e virou a opção fragmentada. Faça essa conta com os seus números.

O momento da agência

É quando o gargalo é volume. Se a oferta já converte, se o comercial dá conta do que chega e se a verba de mídia ocupa um time inteiro, a agência entrega o que uma casa pequena não entrega: gente para produzir muito criativo, ritmo de teste e escala de compra.

O que vem junto é a divisão de atenção. Carteira grande realoca time por padrão, e é por isso que agência costuma ser ótima nos dois primeiros meses. Com verba alta e operação em pé, esse custo compensa. Fora desse momento, você paga estrutura de campanha para um problema que não é de campanha.

O momento da assessoria

É quando o problema já saiu da campanha. O anúncio traz gente e o comercial não responde. Entra venda e o caixa não melhora. Ninguém sabe dizer quanto custa um cliente.

A ordem que a gente usa não muda: Estrutura, Tração, Previsibilidade. O tempo de cada ciclo muda de empresa para empresa; a ordem, não. Comprar tração antes de existir estrutura é comprar demanda que a empresa não segura.

A linha "prova pública" quer dizer uma coisa específica: nota 5,0 no Google com 64 avaliações e a escada de preço publicada no site, R$ 3.000, R$ 5.000 e R$ 7.000 por mês. Essas duas você confere agora, sem falar com ninguém. Os 8 anos de operação são declaração nossa, e ficam como declaração. É pouco? É. Mas é conferível.

A pergunta não é qual das três é melhor. É o que está te travando hoje: falta de mão, falta de escala ou falta de estrutura. Cada uma dessas três palavras tem um fornecedor diferente, e contratar o errado custa caro do mesmo jeito.

O que fazer com isso

Pegue a tabela acima e marque as três linhas que mais doem na sua empresa hoje.

  • Se as três forem de custo e velocidade, contrate freelancer e assuma a gestão internamente. É a opção certa, não a opção pobre.
  • Se forem de produção e volume de mídia, procure agência e deixe por escrito quantas horas de gente sênior a sua conta recebe por semana.
  • Se pelo menos uma for margem, comercial ou "não sei quanto custa um cliente", nenhuma das duas resolve. Isso é trabalho de assessoria, nossa ou de outra.

E vale para as três: peça diagnóstico antes da proposta. Quem monta preço sem olhar o seu funil, o seu comercial e a sua margem está vendendo pacote. O nosso leva 30 minutos, mas o que importa é a regra, não quem executa. Proposta antes de diagnóstico é chute com nota fiscal.

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